Jovem de 17 anos encontra solução para purificar água e ganha prêmio internacional

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O envolvimento mais profundo da norte-americana Maria Elena Grimmett com a ciência aconteceu por curiosidade. Quando tinha apenas 11 anos, a menina percebeu que a água disponível nas torneiras de sua casa estava amarelada. Sem saber a razão para isso, ela resolveu investigar.

Assim começava um trabalho de pesquisa que resultaria em um sistema eficiente e reconhecido pela comunidade acadêmica dos EUA. A água, proveniente de reservatórios na Flórida foi coletada e analisada pela adolescente, que identificou a presença de poluição de resíduos farmacêuticos, mais especificamente restos de sulfametazina, um elemento muito usado em vacas e porcos, mas altamente prejudicial à saúde.

Em entrevista ao Washington Post, ela explicou que ficou indignada com a situação. “Eu não podia imaginar como as pessoas deixavam isso acontecer”, comentou a garota. Mesmo tendo identificado o problema, ela não sossegou e os seus esforços passaram a ser dedicados à busca por uma solução para o problema.

Com base em diversos estudos acadêmicos, ela encontrou um jeito de retirar o resíduo químico da água. O experimento feito com uma resina chamada MN250 foi a solução. O material, semelhante a um plástico minúsculo e pegajoso, atrai o químico e permite que ele seja retirado da água. A descoberta se transformou em um estudo, com Maria Elena sendo a autora mais jovem a publicar um artigo científico no Jornal de Qualidade Ambiental.

Nesta semana, após seis anos de trabalho, ela foi uma das vencedoras do Prêmio Siemens de Matemática, Ciência e Tecnologia. A jovem recebeu como recompensa uma bolsa de estudos no valor de US$ 100 mil.

 

Fonte: www.ciclovivo.com.br

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